Na audiência pública realizada pela
Câmara Municipal de Leopoldina, no dia 19 de Março de 2026, onde foi debatida a
falta constante do fornecimento de energia em Leopoldina, principalmente nas
comunidades rurais, Juliana Neves Barbosa, moradora do distrito de Tebas, relatou:
Trouxe seus vizinhos que são pessoas muito simples e que ficou bastante
emocionada nesses últimos tempos, devido ao que tem vivido, afirmando que ele
teve perdas e muitos tiveram perdas, afirmando que infelizmente teve que entrar
com um processo judicial por não ter conseguido cobrir o prejuízo, afirmando
que atualmente trabalha no CEFET-MG, Campus Leopoldina, deixando um apelo para
os representantes da Energisa e que sabe que a empresa procura parcerias com o
próprio CEFET para inovação da tecnologia, mas que vê e percebe a ausência
desta inovação tecnológica por parte da Energisa, com a área rural,
justificando a sua afirmação e que cumpriu muitas exigências da área elétrica
em sua residência, mesmo sabendo dos possíveis problemas que podem ocorrer com as
fortes chuvas. Juliana Neves Barbosa afirmou que
ao morar em sua atual residência, independente de chuvas, ocorreu a oscilação
da tensão, deixando-a muito preocupada, afirmando que foram pessoas no local
que entende desta área e que ela não pôde custear um aparelho que é muito caro,
para provar que havia esta oscilação, esta diferença da energia na chegada até
a sua residência e que não foi um episódio único, afirmando que perdeu
geladeira, televisão e equipamentos simples da cozinha, afirmando que a sensação
que fica é que as pessoas não pode morar no campo, reafirmando que os problemas
são recorrentes, fazendo um apelo aos representantes da Energisa, que olhe para
o povo simples, para os moradores da comunidade rural, para os produtores,
trabalhando com a inovação tecnológica.
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quinta-feira, 9 de abril de 2026
ENERGISA: RECLAMAÇÕES DE FALTA CONSTANTE NO FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA EM LEOPOLDINA.
VICTOR SIMAS, PREFEITO DE ARGIRITA É DENUNCIADO PELO MINISTÉRIO PÚBLICO POR CRIME DE RESPONSABILIDADE EM NOMEAÇÕES DE SERVIDORES PÚBLICOS.
O Ministério Público de
Minas Gerais (MPMG) denunciou o prefeito de Argirita, Victor Simas, município
da Zona da Mata, por crime de responsabilidade por nomear servidores públicos contra
expressa disposição legal. Ele é acusado de realizar
contratações temporárias irregulares, desconsiderando candidatos aprovados
em concurso e infringindo normas constitucionais e legais,
incluindo a Lei Orgânica de Argirita.
Segundo a Procuradoria de
Justiça Especializada em Ações de Competência Originária
Criminal (PCO), o prefeito, em vez de nomear os
aprovados em concurso público de 2024, contratou pessoal
temporário para os cargos. Ao todo, conforme o
MPMG, 73 contratações
temporárias ocorreram irregularmente em 2025, e ao menos 24
aprovados no concurso deixaram de ser nomeados para os cargos
efetivos.
O prefeito também é
acusado de nomear dois servidores para cargos
diferentes daqueles para os quais foram aprovados no concurso de
2024. Um deles, aprovado para o cargo de técnico
de enfermagem, foi nomeado como auxiliar de enfermagem. Outro,
aprovado para o cargo de contador, foi nomeado como agente
administrativo.
O chefe do
executivo ainda teria nomeado uma aprovada no concurso para
o mesmo cargo ao qual concorreu, mas a
título temporário, quando deveria ser nomeada como efetiva. Dois
processos seletivos foram realizados em 2025, logo após o prefeito assumir
o Poder Executivo local, mesmo com
concurso público válido para o preenchimento dos
cargos vagos.
De acordo com a
denúncia, o prefeito ignorou candidatos aprovados no concurso quando nomeou
temporários para 27 cargos já contemplados no certame de 2024,
válido até dezembro de 2026. Muitos dos contratados por meio
dos processos seletivos continuam, segundo o MPMG, ainda nos cargos temporários,
ultrapassando, inclusive, o prazo máximo de um ano
previsto nos editais.
Em 2025, a Promotoria
de Justiça de Defesa do Patrimônio Público expediu Recomendação ao
prefeito expondo as irregularidades e cobrando ajustes. Num primeiro
momento, ele teria dito que resolveria a situação, mas, em vez
disso, manteve as ilegalidades. Então,
duas Ações Civis Públicas foram ajuizadas contra ele. Uma
delas cobra a imediata nomeação dos aprovados no
concurso de 2024 e a suspensão dos processos seletivos de
2025.
Se condenado pelo crime de responsabilidade continuado, o prefeito de Argirita pode ser sentenciado até a 10 anos de reclusão. (Fonte: Site do Ministério Público do Estado de Minas Gerais).

