O Ministério Público de
Minas Gerais (MPMG) denunciou o prefeito de Argirita, Victor Simas, município
da Zona da Mata, por crime de responsabilidade por nomear servidores públicos contra
expressa disposição legal. Ele é acusado de realizar
contratações temporárias irregulares, desconsiderando candidatos aprovados
em concurso e infringindo normas constitucionais e legais,
incluindo a Lei Orgânica de Argirita.
Segundo a Procuradoria de
Justiça Especializada em Ações de Competência Originária
Criminal (PCO), o prefeito, em vez de nomear os
aprovados em concurso público de 2024, contratou pessoal
temporário para os cargos. Ao todo, conforme o
MPMG, 73 contratações
temporárias ocorreram irregularmente em 2025, e ao menos 24
aprovados no concurso deixaram de ser nomeados para os cargos
efetivos.
O prefeito também é
acusado de nomear dois servidores para cargos
diferentes daqueles para os quais foram aprovados no concurso de
2024. Um deles, aprovado para o cargo de técnico
de enfermagem, foi nomeado como auxiliar de enfermagem. Outro,
aprovado para o cargo de contador, foi nomeado como agente
administrativo.
O chefe do
executivo ainda teria nomeado uma aprovada no concurso para
o mesmo cargo ao qual concorreu, mas a
título temporário, quando deveria ser nomeada como efetiva. Dois
processos seletivos foram realizados em 2025, logo após o prefeito assumir
o Poder Executivo local, mesmo com
concurso público válido para o preenchimento dos
cargos vagos.
De acordo com a
denúncia, o prefeito ignorou candidatos aprovados no concurso quando nomeou
temporários para 27 cargos já contemplados no certame de 2024,
válido até dezembro de 2026. Muitos dos contratados por meio
dos processos seletivos continuam, segundo o MPMG, ainda nos cargos temporários,
ultrapassando, inclusive, o prazo máximo de um ano
previsto nos editais.
Em 2025, a Promotoria
de Justiça de Defesa do Patrimônio Público expediu Recomendação ao
prefeito expondo as irregularidades e cobrando ajustes. Num primeiro
momento, ele teria dito que resolveria a situação, mas, em vez
disso, manteve as ilegalidades. Então,
duas Ações Civis Públicas foram ajuizadas contra ele. Uma
delas cobra a imediata nomeação dos aprovados no
concurso de 2024 e a suspensão dos processos seletivos de
2025.
Se condenado pelo crime de responsabilidade continuado, o prefeito de Argirita pode ser sentenciado até a 10 anos de reclusão. (Fonte: Site do Ministério Público do Estado de Minas Gerais).

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