domingo, 26 de janeiro de 2020

DOM EDSON É RECEBIDO COM MUITA ALEGRIA EM LEOPOLDINA.

Dom Edson é recebido com muita alegria em Leopoldina

A Diocese de Leopoldina já tem um novo pastor, dom Edson Oriolo foi acolhido pelo Povo de Deus neste sábado, 25 de janeiro de 2020, em Leopoldina, município sede de bispado localizado na Zona da Mata Mineira. A cerimônia de posse aconteceu na Catedral de São Sebastião e, em seguida, o bispo presidiu a Celebração Eucarística na quadra poliesportiva do Colégio Imaculada Conceição, situada a poucos metros do templo católico.
Estiveram presentes arcebispos, bispos, padres, diáconos, seminaristas, religiosos e religiosas de diversas regiões episcopais, além de fiéis, amigos e familiares de dom Edson de diferentes localidades.
As comunidades dos 34 municípios de toda a área episcopal aguardavam com ansiedade a sua chegada, desde quando dom Edson foi nomeado pelo Papa Francisco em 30 de outubro de 2019.
A Diocese de Leopoldina estava vacante desde 12 de dezembro de 2018, quando foi publicada a transferência de dom José Eudes Campos do Nascimento para a Diocese de São João del-Rei, em Minas Gerais. O Pe. Volnei Ferreira Noro foi eleito no dia 6 de fevereiro de 2019 como Administrador Diocesano, conduzindo os trabalhos até a posse do novo bispo.

COLETIVA DE IMPRENSA

No dia 24 de janeiro de 2020 dom Edson Oriolo concedeu entrevista coletiva para a imprensa. O evento aconteceu um dia antes da posse, no salão de reuniões da Cúria Diocesana e foi transmitido ao vivo pelo Canal da Diocese de Leopoldina no Youtube. Estiveram presentes jornalistas de tradicionais veículos de comunicação, além dos especializados na cobertura de notícias da Igreja Católica.(Clique aqui e assista na íntegra)

A POSSE

Dom Edson Oriolo saiu da residência episcopal juntamente com o metropolita dom Gil Antônio Moreira, acompanhado por dom Walmor Oliveira de Azevedo, arcebispo metropolitano de Belo Horizonte e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Na entrada do bispo na Catedral de São Sebastião, o monsenhor Antônio José Chamel lhe apresentou o crucifixo a beijar, em seguida, o aspersório com o qual o bispo aspergiu os fiéis. Depois, foram conduzidos à capela do Santíssimo Sacramento, onde adoraram, de joelhos, por alguns momentos. Após rezarem, dom Edson Oriolo, os arcebispos dom Gil e dom Walmor foram para o presbitério, diante do altar.
 O chanceler da cúria, Pedro Lopes, fez o pedido da leitura das letras apostólicas. O padre Silas Geraldo, pároco da Paróquia Divino Espírito Santo, do município de Ubá leu bula de nomeação de dom Edson José Oriolo dos Santos para a Diocese de Leopoldina, assinada pelo papa Francisco. Em seguida, dom Gil transmitiu-lhe o báculo, dando início à cerimônia de posse.
Seguindo o rito, o chanceler também fez o pedido ao arcebispo metropolita dom Gil Antônio para a posse canônica. Ele, por sua vez, solicitou ao Monsenhor Alexandre dos Santos Ferraz a apresentação das letras apostólicas ao Colégio de Consultores, que também foi lida ao povo.
Após a aclamação, dom Edson recebeu o báculo pastoral, que simboliza o seu papel de pastor do rebanho divino. Em seguida dom Gil fez o uso da palavra, convidando-o a sentar-se em sua cátedra.

MENSAGEM DE DOM GIL ANTÔNIO, ARCEBISPO DE JUIZ DE FORA.

O arcebispo metropolita dom Gil Antônio Moreira saudou o Administrador Diocesano Pe. Volnei Ferreira Noro pelos trabalhos realizados na Diocese. Lembrou que o dia 25 de janeiro marca o início da festa litúrgica da conversão de São Paulo e que recebe dom Edson Oriolo com muita alegria. Ele comentou que as comunidades da Província Eclesiástica, composta pela Arquidiocese de Juiz de Fora, pelas dioceses de Leopoldina e São João del-Rei procuram estar em sintonia com o sucessor de Pedro, com a CNBB e movimentos pastorais que fazem partes das dioceses.  Revelou sua felicidade com a chegada de dom Edson, que sua presença enriquece a caminhada na comunidade eclesial. “Por isso, agradecemos a Deus. Junto com diáconos, presbíteros, leigos serão proclamadas ações evangelizadoras em conjunto”.

SAUDAÇÃO DO ADMINISTRADOR DIOCESANO

O Pe. Volnei Ferreira Noro, que conduziu os trabalhos da Diocese enquanto sede vacante, fez a sua saudação ao novo bispo, agradecendo a Deus por sua chegada, dizendo que uma diocese sem bispo é como um rebanho sem pastor. Falou sobre a formação da área episcopal, sua abrangência e características. “Embora rural, a Diocese de Leopoldina traz características urbanas muito fortes, organizada e muito bem localizada. Possui inúmeros leigos e leigas valorosos, prontas para o trabalho de evangelização. São diversas frentes de trabalho já com o seu conselho de leigos formado. Os padres são trabalhadores, criativos, homens íntegros em suas obrigações, trazendo expectativas de serem ouvidos. Aproveito para agradecê-los pelo acolhimento, respeito e confiança em nosso trabalho enquanto Administrador Diocesano.


MANIFESTAÇÃO DE OBEDIÊNCIA DO CLERO

O Administrador Diocesano, Pe. Volnei Ferreira Noro, juntamente com o Clero Diocesano de Leopoldina manifestaram obediência e respeito ao bispo, por ordem de ordenação. Em seguida, o novo bispo concluiu com estas palavras: Bendigamos ao Senhor; Todos: Demos graças a Deus.
Depois, dom Edson, dom Walmor e dom Gil dirigem-se para a sacristia início da procissão até a quadra do Colégio Imaculada Conceição, onde aconteceu a Celebração Eucarística.

CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA

Após o rito de Posse Canônica na Catedral de São Sebastião, todos seguiram em procissão para a quadra poliesportiva do Colégio Imaculada Conceição, localizada a poucos metros do templo, onde aconteceu a Celebração Eucarística presidida por dom Edson.
Em sua homilia, ele fez uma saudação a todos e agradeceu aos irmãos e irmãs pela acolhida, ressaltando a importância dos leigos juntamente com o clero como principais artífices da ação evangelizadora da Igreja e a razão de ser da Diocese de Leopoldina.
“Me apresento com humilde disponibilidade e esperança. Assim como vocês, também trago no coração ansiedades, dúvidas e expectativas, que deposito no altar da eucaristia, em espírito de fé e confiança na Divina Providência. Venho para esta Diocese com o coração sereno e tranquilo, pois tenho convicção de que realizo a vontade de Deus, nesta etapa de meu caminho vocacional. A Divina Providência para cá me conduz, pela sábia e amadurecida decisão da Igreja, para juntos formarmos Igreja. Somos a Igreja de Cristo!”
Em outro trecho de sua homilia ele reafirmou o que disse na ocasião de sua nomeação: “não trago prevenções, programas pré-concebidos, diretrizes ou normativas, mas o desejo de caminhar lado a lado na estrada que tantos já percorreram e percorrem, doando o melhor. Sinto-me honrado em participar da história da Igreja de Deus, neste Sudeste das Minas Gerais. Confio minha vida e missão à materna proteção de Nossa Senhora, sob o título do Imaculado Coração de Maria, padroeira da Diocese de Leopoldina.

PALAVRAS DE DOM WALMOR OLIVEIRA DE AZEVEDO.

O arcebispo de Belo Horizonte e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil dom Walmor de Oliveira Azevedo, agradeceu a dom Edson Oriolo por sua contribuição durante quatro anos na Região Episcopal de Nossa Senhora da Conceição, pertencente a Arquidiocese de Belo Horizonte. Disse que se trata de uma enorme diocese onde dom Edson demonstrou competência com o seu trabalho de gestão, destacando a importância desse tema para a Igreja. Revelou que ele conduziu os trabalhos de modo sereno, com competência. “Foi para todos nós uma grande escola. Estão recebendo um presente de ouro”, elogiou.

BISPOS PRESENTES

Arcebispos e bispos de diversas regiões episcopais estiveram prestigiando a Posse Canônica de dom Edson Oriolo. Confira a relação.

SOBRE DOM EDSON ORIOLO

Dom Edson Oriolo é filho de José Eugênio dos Santos e Alzira Oriolo dos Santos. Nasceu no dia 18 de setembro de 1964, no município mineiro de Itajubá, onde foi ordenado sacerdote na Matriz São José Operário, no dia 5 de maio de 1990.
É formado em filosofia pelo Seminário Nossa Senhora Auxiliadora de Pouso Alegre e em teologia pelo Instituto Teológico Sagrado Coração de Jesus, de Taubaté (SP). Também tem mestrado em Filosofia Social pela PUC Campinas; É especialista em Aristóteles, pela Unicamp; em Marketing, pela Universidade Gama Filho, onde também fez a pós-graduação em Gestão de Pessoas.
Na Arquidiocese de Pouso Alegre foi vigário paroquial da Paróquia São Sebastião, em São Sebastião da Bela Vista; Vigário paroquial da Paróquia São Francisco de Paula, em Ouro Fino; Pároco da Paróquia Nossa Senhora do Carmo, em Borda da Mata; Pároco da Paróquia Bom Jesus e Cura da Catedral Metropolitana de Pouso Alegre.
Como docente, trabalhou no Seminário da Arquidiocese de Pouso Alegre, onde foi professor de várias disciplinas do curso de filosofia. Também atuou como Promotor de Justiça do Tribunal Eclesiástico da Arquidiocese.
No dia 15 de abril de 2015 foi nomeado pelo Papa Francisco bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte, sendo celebrada a sua Ordenação Episcopal no dia 11 de julho de 2015 na Catedral Metropolitana de Pouso Alegre. Em 30 de outubro de 2019 foi nomeado pelo papa Francisco como novo bispo da Diocese de Leopoldina.

BRASÃO EPISCOPAL

O lema episcopal “EvangelizareMisericordiae e Divitias”, baseado na Carta de São Paulo aos Efésios (3,8), significa “Anunciar as riquezas da misericórdia”. No brasão episcopal de dom Edson Oriolo predominam as cores azul e vermelha. Há uma cruz em ouro, que faz alusão ao Senhor Bom Jesus Crucificado, titular da Catedral Metropolitana de Pouso Alegre, onde o bispo exerceu seu ministério sacerdotal. O Sagrado Coração de Jesus, manifestação do “segredo mais íntimo de Deus Pai – a misericórdia”(São Vicente de Paulo) – faz-se representar sobre o vértice da cruz. Do Coração abrasado de caridade, brotam dois raios cujas cores aludem ao sangue e à água que jorram do lado aberto do Senhor Jesus (Jo 19,34), na forma dos sacramentos e das graças do Divino Espírito Santo.
As chaves decussadas, em prata, representam a Igreja, Corpo de Cristo e Povo de Deus reunido em nome da Trindade (LG4). Aludem a São Pedro e a seu sucessor, o Papa, e significam a fidelidade irrestrita ao primado romano, princípio visível de comunhão na caridade (CD2).
A flor-de-lis, em prata, é referência a São José. Alude também à sua Paróquia de origem e à sua cidade, Itajubá (MG), da qual é o primeiro filho bispo. A estrela de sete pontas, em prata, faz alusão a Maria Santíssima, medianeira de todas as graças e instrumento especialíssimo de Deus para manifestar aos homens sua eterna Misericórdia. A estrela descansa em amplo campo que evoca o vergel do Monte Carmelo. É uma referência a Nossa Senhora do Carmo, em cuja Paróquia o bispo exerceu por longos anos seu primeiro paroquiato e à qual filialmente consagra o seu ministério episcopal. (Fonte: Arquidiocese de Belo Horizonte)

HISTÓRIA DA DIOCESE DE LEOPOLDINA

Palácio Episcopal localizado na Praça Dom Helvécio.
A Diocese de Leopoldina foi formada por territórios desmembrados da Arquidiocese de Mariana e das paróquias de Argirita e Providência, então subordinadas ao bispado de Juiz de Fora. O arcebispo de Mariana Dom Helvécio Gomes de Oliveira justificou o pedido de criação ao Papa Pio XII alegando a grande extensão territorial da Arquidiocese.
A bula de criação ‘Quae ad Majus’ foi assinada pelo Papa Pio XII em plena segunda guerra mundial e, por isso, não chegou a tempo. Coube ao Núncio Apostólico no Brasil, Dom Bento Aloisi Masella publicar um decreto de constituição, sendo elevada a sede de bispado no dia 28 de março de 1942 e instalada em 6 de agosto de 1942, no município de Leopoldina, em Minas Gerais.
O arcebispo Dom Helvécio Gomes de Oliveira  nomeou o Padre José Domingues Gomes para administrar, temporariamente, até a posse do primeiro bispo. Juntamente com uma comissão especial, ele percorreu todas as paróquias que constituiria a nova Diocese.
A posse de Dom Delfim Ribeiro Guedes, primeiro bispo, ocorreu em 31 de outubro de 1946.
Com o fim da segunda guerra mundial, ele, juntamente com a população, ergueu em 20 de janeiro de 1946, o monumento em homenagem a Nossa Senhora da Paz, localizado em frente à sede episcopal, na Praça que leva o nome de Dom Helvécio Gomes de Oliveira.

DIVISÃO TERRITORIAL

A Diocese de Leopoldina está presente em 34 municípios, sendo composta por 63 paróquias, organizadas em seis foranias, que consiste em grupos de paróquias localizadas próximas uma das outras. São elas: Forania de Leopoldina, Forania de Cataguases, Forania de Muriaé, Forania de Ubá, Forania de Além Paraíba, Forania de Visconde do Rio Branco.  Uma forania é confiada a um Vigário Forâneo – título dado pelo bispo ao padre para orientar as paróquias de uma região. Eles são eleitos pelos párocos e vigários por dois anos, representando um território junto ao Conselho Presbiteral.

BISPOS DA DIOCESE DE LEOPOLDINA

1º BISPO – Dom Delfim Ribeiro Guedes
Período: 1943 a 1960
Lema: Contra Spem In Spem – “Esperar Contra toda Esperança”
Natural de Maria da Fé/MG, nascido em 02/05/1908.
Faleceu em 23/02/1985, sepultado em São João Del Rei.
2º BISPO – Dom Gerardo Ferreira Reis
Período: 1961 a 1985
Lema: Cum SanctisTuis – “Com os teus Santos”.
Natural de Alpinópolis/MG, nascido em 01/10/1911.
Faleceu em 22/06/1995, sepultado em Passos/MG.
No dia 11/10/2011, os restos mortais foram transladados para a cripta da Catedral de São Sebastião de Leopoldina.
3º BISPO – Dom Sebastião Roque Rabelo Mendes
Período: 1985 a 1989
Lema: Sagitabit pro te – “Ele Lutará por ti”.
Natural de Itapecerica/MG, nascido em 09/10/1929.
Foi transferido para a Arquidiocese de Belo Horizonte, em 1989, como Bispo auxiliar.
4º BISPO – Dom Ricardo Pedro Chaves Pinto Filho
Período: 1990 a 1996
Lema: Caritas Christi Urget “O amor de Cristo nos Impulsiona”
Natural de Capelinha/MG, nascido em 06/08/1938. Arcebispo emérito de Pouso Alegre desde 1996. Faleceu em 01/04/2018, em Pouso Alegre/MG, onde foi sepultado.
5º BISPO – Dom Célio de Oliveira Goulart
Período: 1998 a 2003
Lema: Crux Dei Virtus Est – “A cruz é a força de Deus”. Natural de Piracema/MG, nascido em 14/09/1944. Foi transferido para Diocese de Cachoeiro do Itapemirim. Faleceu em 19/01/2018, na Diocese de São João Del Rei, sepultado em Itaúna/MG.
6º BISPO – Dom Dario Campos
Período: 2004 a 2011
Natural de Castelo/ES, nascido em 09/06/1948.
Lema: In Manus Tuas – “Nas tuas Mãos”.
Foi Bispo Auxiliar (2000 a 2001) e Bispo Diocesano de Araçuaí (2001 a 2004). Bispo Diocesano de Cachoeiro do Itapemirim/ES (2011 a 2018). Desde 2018, é o atual Arcebispo de Vitória/ES.
7º BISPO – Dom José Eudes Campos do Nascimento
Período: 2012 a 2018
Natural de Barbacena/MG, nascido em 30/04/1966
Lema: Servus in Charitate “Servo no Amor”
Foi nomeado bispo de Leopoldina (2012 a 2018). É o atual Bispo Diocesano de São João del-Rei, desde dezembro de 2018.
8º BISPO – Dom Edson José Oriolo dos Santos
Período: Tomou posse em 25 de janeiro de 2020
Natural de Itajubá/MG, nascido em 18/09/1964
Lema: EvangelizareMisericordiae e Divitias. “Anunciar as riquezas da misericórdia”.
Foi nomeado bispo em 30 de outubro de 2019.
(Fonte: Site da Diocese de Leopoldina-MG).

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quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

MONSENHOR CHÁMEL VAI RECEPCIONAR O NOVO BISPO NA CATEDRAL DE SÃO SEBASTIÃO.


O novo bispo da Diocese de Leopoldina, dom Edson Oriolo, tomará posse neste sábado, 25 de janeiro de 2020, às 9:00, na Catedral de São Sebastião, em Leopoldina. Em seguida será realizada uma celebração eucarística na quadra poliesportiva do Colégio Imaculada Conceição, situada a poucos metros do templo católico.
A recepção e entrada do bispo na Catedral de São Sebastião será feita pelo metropolita dom Gil Antônio Moreira, acompanhado por dom Walmor  Oliveira de Azevedo, arcebispo metropolitano de Belo Horizonte e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
No rito de posse, tradicionalmente, o pároco de uma catedral é apresentado ao novo bispo, no entanto, a equipe de diocesana responsável pela organização da Posse Canônica resolveu homenagear o monsenhor Antônio José Chámel para recepcionar o novo bispo, devido à figura importante que ele representa na história da Diocese.
A notícia foi recebida com muita alegria por todo o clero e comunidades, pois, padre Antônio, como é carinhosamente chamado, trabalhou com todos os bispos e é considerado uma memória viva da Diocese de Leopoldina.
Ele nasceu no dia 29 de janeiro de 1934, no então Distrito de São Geraldo, que pertenceu ao município de Visconde do Rio Branco.  Os seus pais vieram do Líbano para morar no Brasil. A sua mãe Da. Gurra Habibi José foi uma religiosa que inspirou toda a família. Ela rezava o terço de Nossa Senhora todas as noites e tinha o hábito da comunhão diária.
O seu pai, o Sr. Chámel José, foi companheiro de estudo de Khalil Gibran, poeta, filósofo e pintor do mundo árabe reconhecido internacionalmente.
Antônio Chámel é o mais novo da família de cinco filhos: Judith (in memóriam), Júlia, Miguel (in memóriam) e Oiliam José (in memóriam), esse último, foi advogado, professor, escritor, historiador, presidente da Congregação Mariana e membro da Academia Mineira de Letras.
Com apenas dois meses de vida, mudou-se para a cidade de Visconde do Rio Branco, onde fez o curso primário. A sua família foi inspiração para se tornar padre e, com apenas onze anos de idade, iniciou os seus estudos no Seminário Menor de Mariana, cursando o ginasial, o segundo grau, além da formação acadêmica em filosofia e teologia.
Quando a Diocese de Leopoldina foi criada, ele tinha apenas sete anos de idade e recorda quando o vigário anunciou na missa em Visconde do Rio Branco a desvinculação da Arquidiocese de Mariana.
Antônio José Chámel não assistiu a posse o primeiro bispo diocesano, mas, tão logo foi ordenado padre no dia 08 de dezembro de 1956, foi designado por dom Delfim Ribeiro Guedes para trabalhar na Diocese de Leopoldina.
Foi educador no Seminário Menor Nossa Senhora Aparecida, onde atualmente funciona o prédio do Centro Pastoral Dom Reis. Também foi professor na Escola Estadual Professor Botelho Reis até o final do ano de 1991, quando se aposentou do magistério.
Durante 33 anos foi pároco da Paróquia Nossa Senhora da Piedade, no Distrito de Piacatuba, em Leopoldina. Também foi pároco da Igreja Nossa Senhora do Rosário, vigário da Catedral de São Sebastião, administrador paroquial de paróquias em Angustura (Além Paraíba) e Santo Antônio do Aventureiro. É capelão do Asilo Santo Antônio de Leopoldina, onde celebra missas há 37 anos.
Trabalhou com todos os sete bispos, ocupando cargos como reitor, ecônomo e professor do Seminário Menor Nossa Senhora Aparecida, além de chanceler e ecônomo da Diocese de Leopoldina.
 (Assessoria de Imprensa da Diocese de Leopoldina).


domingo, 19 de janeiro de 2020

Haroldo Crespo denuncia em seu programa, que trator da Prefeitura de Leopoldina, fez serviços em propriedade, cujo dono tem tratores e não precisa.

Segundo ainda a denúncia, o trator não faz serviços para quem não votou no atual prefeito.
Marcos Marinato.


Em seu programa denominado “Haroldo em Notícias”, realizado no dia 18 de Janeiro de 2020, sábado, das 10:00 às 12:00 horas, na Rádio Jornal AM de Leopoldina, o radialista Haroldo Campos Crespo, afirmou “tem uma bomba aí, atenção pessoal de Tebas, tem trator da prefeitura fazendo serviço só dos poderosos, o homem beneficiado tem trator até para alugar e tem uma propriedade grande e o vereador Rogério Suíno postou no face, este trator da Prefeitura Municipal de Leopoldina está fazendo serviço para uma pessoa que não precisa, sendo que têm vários produtores rurais que precisam e não conseguem o serviço deste trator da Prefeitura Municipal de Leopoldina.” Haroldo Crespo afirmou ainda, que um cidadão de nome Márcio Vieira, apresentou esta denúncia para ele, dizendo que segundo o denunciante, isto ocorreu na região da comunidade Valverde, em Tebas, afirmando ainda que as pontes estão caindo, as estradas estão com muitos buracos, em situação ruim e quando chove as mesmas ficam intransitáveis e que para resolver esta situação, segundo Haroldo Crespo, é preciso que seja feito um planejamento e que o Secretário de Agricultura não sabe nem abrir uma porteira, não sabe nada e não atende o telefone e que esta denúncia é muito séria e que talvez o prefeito, Dr. José Roberto de Oliveira, não esteja sabendo deste fato, pois pelo o que ele, Haroldo Crespo, conhece o Prefeito Dr. José Roberto de Oliveira, se ele estivesse sabendo, já teria tomado providências com relação a este acontecimento e que o prefeito não deixaria isso acontecer, ressaltando que é hora do prefeito agir. Haroldo Crespo afirmou ainda, que o vereador Rogério Campos Machado, o Rogério Suíno, passou para ele, que foi na referida propriedade e filmou este acontecimento, voltando a relatar que o proprietário da referida propriedade rural tem trator particular e mesmo assim, o trator da Prefeitura Municipal de Leopoldina fez serviço nesta propriedade, enquanto muitos produtores rurais não tem tratores e precisam dos serviços do trator da prefeitura, mas não conseguem.  Haroldo Crespo encerrou este assunto, dizendo que segundo a denúncia, os tratores da Prefeitura Municipal de Leopoldina, não atendem as pessoas que não votaram no atual prefeito, Dr. José Roberto de Oliveira, afirmando que é hora do Ministério Público entrar neste caso e agir.  O atual Secretário Municipal de Agricultura, é o ex-vereador Alfredo Mendes do Vale, que é o responsável pelos tratores da Prefeitura Municipal de Leopoldina.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Deputado federal Júlio Delgado esteve em Leopoldina, nesta sexta-feira dia 10 de Janeiro.













Deputado visitou a Casa de Caridade e se reuniu com membros de seu partido, o PSB, e com representantes de outras siglas partidárias.


O deputado federal Júlio Delgado, (PSB-MG), esteve em Leopoldina nesta sexta-feira, dia 10 de janeiro de 2020, ocasião em que esteve visitando a Casa de Caridade Leopoldinense, acompanhado de seu companheiro de partido, o PSB, Ricardo PAF-PAX, e do funcionário da Casa de Caridade Leopoldinense, o ex-vereador Paulo Celestino, também filiado ao PSB. O deputado e seus acompanhantes foram recebidos pela provedora do hospital Vera Pires e pelo administrador, Wolney Aguilar. Também acompanharam a visita, o médico e vereador de Leopoldina, Dr. José Ferraz Rodrigues, do DEM, o vereador de Cataguases pelo PSB, Betão do Remo, e o presidente da sigla naquela cidade, João Paulo Vairo Vargas. Após explanarem ao deputado a atual situação financeira em que se encontra o hospital de Leopoldina, os representantes do mesmo entregaram ao deputado, diversas reivindicações em prol da Casa de Caridade Leopoldinense, e conseqüentemente em favor de todos os leopoldinenses, além de mais uma vez, terem agradecido a ele, as emendas parlamentarem encaminhadas por ele, para o hospital ao longo dos anos. Desde o início do ano de 2000, Júlio Delgado, como deputado federal, já encaminhou para a Casa de Caridade Leopoldinense, bem como para a Prefeitura Municipal, e para diversas outras entidades leopoldinenses, verbas de emendas parlamentares de sua autoria, ou seja há anos que ele faz um trabalho político em Leopoldina. Após a visita à Casa de Caridade Leopoldinense, o deputado federal Júlio Delgado, participou de uma reunião do PSB – Partido Socialista Brasileiro de Leopoldina, que ocorreu na sala de reuniões do Ritson Hotel. Estiverem presentes, Ricardo PAF PAX, pré-candidato a prefeito de Leopoldina pelo PSB, José do Carmo Fófano Vieira, empresário e Presidente da APAE de Leopoldina, o vereador Jurandy Fófano Vieira, o Didi Piacatuba, diversos filiados e pré-candidatos a vereador pelo PSB, além dos presidentes de partidos de Leopoldina: Rodrigo Pimentel, do PV, Ricardo Ávila de Almeida, Presidente do PTB, Rogério Luiz de Oliveira, o Godelo, Presidente do PC do B  Aléx de Freitas, Presidente do PT, o vereador de Cataguases, Betão do Remo, do PSB, e o Presidente da sigla naquela cidade, João Paulo Vargas Vairo, além de representantes do PSB, das cidades de Recreio e Estrela Dalva. Iniciando o encontro, Júlio Delgado explanou sobre o seu trabalho neste ano de 2019 na Câmara dos Deputados, o qual considerou como um ano de trabalho com resultados em geral bastante positivo. Falando sobre o PSB – Partido Socialista Brasileiro, o deputado federal Júlio Delgado comentou sobre a importância do fortalecimento do partido em Leopoldina, bem como a necessidade de lançar um candidato a prefeito, vice-prefeito e vereadores, com o objetivo de renovar a política leopoldinense, com idéias novas, novos projetos e pensamentos em prol de toda a população, se colocando à disposição de todos os companheiros do PSB, bem como de todos os cidadãos leopoldinenses, ressaltando o irrestrito e total apoio ao nome do empresário Ricardo PAF PAX, como pré-candidato a prefeito de Leopoldina, nas eleições de outubro deste ano, lembrando que em Brasília está sempre através do seu mandato, encaminhando emendas parlamentares que beneficiam Leopoldina, dizendo que com certeza, Leopoldina tendo um prefeito pelo PSB, este trabalho será ampliado.  Em seguida, fizeram o uso da palavra, Rodrigo Pimentel, Presidente do PV, José do Carmo Fófano, Presidente da APAE, o ex-vereador Paulo Sérgio Celestino, e Ricardo PAF PAX, que agradeceu a presença e a visita do deputado Júlio Delgado em Leopoldina, bem como de todos os demais presentes no evento. Ricardo PAF-PAX, comentou sobre a sua pré-candidatura a prefeito de Leopoldina, dizendo que vem conversando com empresários e com a população, sobre um novo projeto para Leopoldina, onde segundo ele, há necessidade de implantar um novo jeito de fazer política, com novas idéias, pensamentos, diálogo, ações e projetos, objetivando que a cidade melhore em todas as áreas, e que seus moradores tenham melhor qualidade de vida. O deputado federal Júlio Delgado, foi entrevistado pelo repórter Arnaldo Spíndola, cuja entrevista foi transmitida ao vivo pela página do facebook do editor do Jornal O Progresso, Marcos Marinato, sendo a entrevista acompanhada também por João Gabriel, do Jornal Leopoldinense. Clique neste link, para assistir a entrevista (via facebook).

https://www.facebook.com/marcos.marinato.9/videos/2754632651310717/UzpfSTEwMDAwMjkyMDI4NjU2NToyNzU1MTQzMzQ3OTI2MzE0/

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Governo Federal irá pagar a reforma da rodoviária de Leopoldina, no valor total de R$ 460.952,28.




Estes recursos financeiros são oriundos de uma emenda parlamentar, de autoria do deputado federal Marcelo Aro (PP), atendendo uma solicitação da vereadora KÉLVIA RAQUEL DE SOUZA.

Município entrará com R$ 5.500,00 de contrapartida.

O Governo Federal, através da Caixa Econômica Federal, celebrou com a Prefeitura Municipal de Leopoldina, o contrato de repasse nº 888165/2019, no valor de R$ 460.952,38 (quatrocentos e sessenta mil, novecentos e cinqüenta e dois reais e trinta e oito centavos), que tem por finalidade “a reforma do terminal rodoviário intermunicipal do município de Leopoldina-MG”. Estes recursos financeiros, foram conseguidos através de uma atuação  parlamentar da vereadora Kélvia Raquel de Souza Ribeiro dos Santos, que solicitou ao deputado federal Marcelo Aro, que através de emenda parlamentar, destinasse esses recursos para Leopoldina. Outros considerados valores já chegaram a Leopoldina, enviados por atuação do deputado Marcelo Aro, sendo todos os recursos que beneficiam a população, solicitados pela vereadora Kélvia Raquel de Souza Ribeiro dos Santos. Segundo informações oficiais obtidas pelo Jornal O PROGRESSO, o prazo de vigência do contrato é até o dia 30 de novembro de 2022. Neste contrato de repasse, a Prefeitura Municipal de Leopoldina, se comprometeu a aportar, a título de contrapartida, a quantia de R$ 5.500,00 (cinco mil e quinhentos reais). No ano de 2019, o Presidente da Câmara Municipal de Leopoldina, vereador Waldair Barbosa Costa, do PSD, apresentou uma indicação, que foi apoiada por todos os demais vereadores, e aprovada por unanimidade, em que solicitava ao Prefeito Municipal, Dr. José Roberto de Oliveira, que estudasse a possibilidade de realizar uma reforma geral na rodoviária de Leopoldina, tendo em vista as condições na mesma. O vereador Waldair Barbosa Costa, sugeriu inclusive na ocasião, que caso a Prefeitura não tivesse condições de arcar financeiramente com a mesma, que estudasse a viabilidade no sentido de realizar uma parceria público-privada, com as empresas de transporte que utilizam o referido terminal rodoviário.Vários leopoldinenses já postaram nas redes sociais, apelos e reclamações, solicitando que fossem realizadas diversas melhorias na rodoviária de Leopoldina. É público e notório que há necessidade urgente de que seja realizada uma reforma geral no Terminal Rodoviário Dr. Jairo Salgado da Gama. 

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

JUIZ DE FORA: Veteranos e estreantes frente à frente na disputa pela Prefeitura de Juiz de Fora.

Pelo menos dez nomes são apontados como possíveis candidatos à sucessão do prefeito Antônio Almas, que deve tentar a reeleição.


Por Renato Salles
05/01/2020 às 07h00- Atualizada 05/01/2020 às 10h37

Desde as eleições municipais realizadas em 15 de novembro de 1982 até os dias de hoje, a população de Juiz de Fora já compareceu às urnas em nove processos eleitorais para escolher quem seria o ocupante da Prefeitura. Em nove oportunidades, entretanto, apenas quatro nomes saíram vitoriosos e com a chancela popular para assumir o principal cargo político do Município: Tarcísio Delgado, que venceu em 1982, 1996 e 2000; Carlos Alberto Bejani, 1988 e 2004; Custódio Mattos, 1992 e 2008; e Bruno Siqueira, 2012 e 2016.

Em um hiato de pouco mais de 37 anos, as eleições de 2020 marcarão a primeira vez na história em que nenhum dos quatro nomes aparece entre os possíveis candidatos à sucessão municipal, em um pleito que deve ser marcado pelo embate de veteranos da política local e estreantes nas contendas eleitorais.

Alçado ao comando da Prefeitura após a renúncia do ex-prefeito Bruno Siqueira (MDB) em abril de 2018, Antônio Almas (PSDB) deve tentar a reeleição e colocar, pela primeira vez, seu nome para a apreciação do eleitorado juiz-forano como cabeça de chapa de uma candidatura majoritária. Além de trazer consigo a experiência de comandar o Poder Executivo municipal em um momento de grandes dificuldades financeiras, Almas é também o mais “veterano” entre os pré-candidatos especulados nos bastidores da política da cidade. Ao menos, quando levado em consideração o exercício de cargos eletivos. O tucano foi vereador em duas legislaturas (1993-1996 e 1997-2000) e candidato a vice-prefeito nas eleições de 2004, na chapa encabeçada por Custódio Mattos, e de 2016, quando a composição puxada por Bruno Siqueira saiu vitoriosa das urnas.
Outra veterana que pode retornar a contenda pela Prefeitura é a deputada federal Margarida Salomão, que vem sendo apontada como possível candidata do PT nas eleições de outubro. Caso as especulações sejam confirmadas, esta será a quarta vez que a deputada federal por três mandatos (entre 2011 e 2015; 2015 e 2019; e na atual Legislatura, de 2019 a 2023) tentará chegar ao Executivo juiz-forano. Sempre que se lançou como opção, a petista chegou ao segundo turno, sendo derrotada em 2008 por Custódio Mattos; e em 2012 e 2016, por Bruno Siqueira. Além das experiências eleitorais e na Câmara dos Deputados, Margarida acumula ainda duas passagens pelo comando da Reitoria da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), entre 1998 e 2006.

Trajetória ascendente

Entre os nomes especulados que têm em suas bagagens experiências na vida pública, aparecem ainda o do deputado estadual Noraldino Júnior (PSC). O parlamentar já disputou a Prefeitura em 2016, quando foi o terceiro mais votado, ficando atrás de Bruno e Margarida. Em sua trajetória eleitoral, Noraldino se elegeu vereador em 2008 e 2012 e deputado nas eleições de 2014 e 2018. Outra ocupante de uma cadeira na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) apontada como possível candidata à Prefeitura é a deputada estadual Sheila Oliveira (PSL). Sem ser exatamente uma veterana na política eleitoral, a delegada da Polícia Civil coleciona bons resultados nas urnas e uma trajetória meteórica, tendo sido a vereadora mais votada da história da cidade nas eleições de 2016. Também foi a mais votada em Juiz de Fora entre os candidatos a deputado estadual no pleito realizado há pouco mais de um ano.

Tradição local de 25 anos pode ser mantida

Caso confirme sua candidatura à PJF, Sheila reforça uma tradição na política local de Juiz de Fora: a de que os candidatos mais votados na cidade em uma eleição geral ressurjam como postulantes ao Executivo municipal dois anos depois. Nos últimos 25 anos, todos os nomes mais votados em Juiz de Fora na corrida pela ALMG disputaram a Prefeitura. Em 2014, Noraldino foi reeleito deputado estadual com a maior votação nas urnas da cidade e testou seu nome como candidato a prefeito dois anos depois. Em 2012, o ex-prefeito Bruno Siqueira (MDB) venceu as eleições após ter sido o deputado estadual mais votado nas urnas locais em 2010.
O mesmo aconteceu em 2002, quando o também ex-prefeito Alberto Bejani foi o mais lembrado nas seções juiz-foranas na disputa por cadeiras na ALMG e se elegeu prefeito em 2004. Em 1998, Bejani já havia sido o deputado estadual mais votado no município e disputou a Prefeitura em 2000, quando acabou derrotado por Tarcísio Delgado no segundo turno. Em 1996, Sebastião Helvécio foi o mais lembrado pelos juiz-foranos. Candidato a prefeito dois anos depois, ficou na quarta colocação em pleito também vencido por Tarcísio.
MDB
Entre aqueles que já exerceram cargos eletivos, outro especulado como possível candidato à Prefeitura é o ex-vereador e ex-deputado estadual Isauro Calais (MDB). Seu nome é visto como uma opção interna do MDB, caso a sigla opte por candidatura própria. Cabe lembrar que os emedebistas integram o primeiro escalão do prefeito Antônio Almas e, também por conta disso, o apoio do partido ao projeto de reeleição de Almas também é aventado.

Novatos em cargos eletivos miram Executivo

Em contraposição aos nomes especulados como pré-candidatos à Prefeitura de Juiz de Fora que já obtiveram, de alguma forma, sucesso nas urnas, outros quadros buscam o respaldo do eleitorado diretamente em uma eleição majoritária. Um nome que é considerado praticamente certo na corrida pelo Executivo Municipal é o de Wilson Rezende, do Grupo Rezato, que deve retornar à disputa pelo PSB. O empresário foi candidato a prefeito nas últimas eleições, em 2016, quando foi o quarto mais votado. A despeito da boa votação em sua primeira candidatura, Wilson descartou uma candidatura a deputado em 2018 e mantém foco no anseio de chegar à PJF.
O próximo processo eleitoral ainda deve trazer alguns debutes. Em setembro do ano passado, uma possível candidatura do médico e presidente da Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora, Renato Loures, ganhou força após o presidente da República Jair Bolsonaro (PSL) ter sinalizado apoio a um projeto encabeçado pelo responsável pelo hospital, que fez os primeiros atendimentos do presidente após o atentado à faca sofrido na cidade durante ato de campanha em 2018. Neste ínterim, Renato Loures, inclusive, desfiliou-se do PDT, sigla da qual era um dos fundadores na cidade, podendo seguir caminho apontado pelo grupo de Bolsonaro, que ainda corre para formatar um novo partido, o Aliança pelo Brasil.
Também é considerada como certa uma candidatura à Prefeitura do Partido Novo, que ganhou espaço em Minas Gerais após a eleição do governador Romeu Zema (Novo) em 2018. O nome, no entanto depende ainda de debate interno feito pela legenda, que faz suas indicações a partir da realização de processos seletivos próprios. O possível candidato mais especulado até aqui é o vice-presidente do Sistema FIEMG e presidente do Centro Industrial de Juiz de Fora e do Sindimeias-JF, Tadeu Monteiro de Barros. Ele é empresário e sócio-diretor da Meias Young.
Há especulações envolvendo ainda outros nomes. A delegada da Polícia Civil Ione Barbosa vem sendo apontada nos bastidores da política juiz-forana como possível candidata e já teria conversado com alguns partidos. Um possível destino da delegada poderia ser o PRB, legenda que hoje abriga o deputado federal Lafayette Andrada, que disputou a corrida pela PJF em 2016, mas que não deve retornar à contenda. Outro que busca uma legenda para abrigar um possível projeto de chegar ao Poder Executivo municipal é o pastor Aloizio Penido, ligado à Primeira Igreja Batista Municipal.
Partidos que se fizeram presentes em eleições municipais recentes também devem voltar à disputa no pleito de outubro. Entre eles, o PSOL e o PSTU, que, em 2016, lançaram Maria Ângela e Victória Mello, respectivamente, como candidatas à Prefeitura de Juiz de Fora.

Disputa pode promover troca de partido no atacado na Câmara

A expectativa de um grande número de postulantes à Prefeitura de Juiz de Fora se deve não só ao momento político de ebulição pelo qual passa o país nos últimos anos, mas também pelas novas regras eleitorais, como a que proíbe as coligações entre partidos na disputa por cadeiras na Câmara. Com as legendas disputando espaço no Legislativo de forma isolada, algumas siglas devem apostar no lançamento de projeto próprios à PJF para tentar impulsionar a votação de seus candidatos à Câmara. Somado a isto, a Lei dos Partidos Políticos prevê que os atuais vereadores possam trocar de legendas sem risco de perder seus mandatos durante a chamada janela partidária em abril, no período de 30 dias que antecede o prazo de filiação exigido em lei para concorrer à eleição. Tais conjunturas devem resultar em um intensa troca de partido entre os parlamentares que integram a atual Legislatura na Câmara Municipal.
As especulações são diversas.

Nos bastidores, a possibilidade de que alguns vereadores abram mão de tentar a reeleição para integrar um projeto pela PJF como candidato a vice-prefeito também são aventadas, o que implicaria na indicação de apadrinhados políticos para o Poder Legislativo.

Os nomes como os de Ana Rossignoli (MDB) a Kennedy Ribeiro (MDB) já foram ventilados em tais cenários, o que poderia resultar em possíveis trocas de partido. Outras mudanças já são dadas como certas. Antes no PHS, legenda que não atingiu a cláusula de desempenho nas eleições de 2018 e foi anexada pelo Podemos, Adriano Miranda e Rodrigo Mattos já oficializaram suas saídas da sigla e, no momento, estão “sem partido”. O primeiro estaria conversando com o PRTB e o segundo com o Cidadania – que também pode abrigar Wagner França (PTB). Também eleito pelo PHS, Júlio Obama Jr. segue no Podemos.
O PTC também não atingiu a cláusula de desempenho em 2018, ficando sem acesso a prerrogativas como fundo eleitoral e tempo na propaganda de rádio e TV. O partido tem três vereadores na atual legislatura – José Fiorilo, Luiz Otávio Coelho (Pardal) e Nilton Militão – que devem buscar novas siglas. Do trio, especula-se uma aproximação de Pardal do PSL, legenda que também poderia receber André Mariano, que hoje está no PSC. Já Militão conversaria com o PSD. Há ainda especulações sobre a desidratação da bancada do MDB, com as possíveis saídas de Antônio Aguiar e Marlon Siqueira, que, respectivamente, poderiam seguir para o DEM e para o PP. Outras mudanças também não podem ser descartadas entre os demais vereadores.
Secretários
Entre os integrantes do primeiro escalão do prefeito Antônio Almas, três nomes devem se lançar candidatos nas eleições de outubro. O secretário de Esporte e Lazer, Júlio Gasparette (MDB) e o superintendente do Procon, Eduardo Schröeder (PSDB), devem tentar uma cadeira na Câmara. Gasparette, inclusive, já exerceu quatro mandatos no Legislativo municipal. Já o secretário de Governo, Bebeto Faria (PP) é cotado para disputar a Prefeitura de Santos Dumont, cargo que já exerceu anteriormente.
A expectativa de um grande número de postulantes à PJF se deve às novas regras eleitorais, como a que proíbe as coligações entre partidos na disputa por cadeiras na Câmara. (Fonte: www.tribunademinas.com.br)