segunda-feira, 16 de agosto de 2021

Vereador Julius Cezar solicita a adesão de Leopoldina ao Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares.

O vereador Julius Cezar Pereira da Silva, do PSL, apresentou a indicação nº 740/2021, que foi aprovada por unanimidade, na reunião ordinária do dia 03 de agosto de 2021, em que solicita ao Prefeito Municipal Pedro Augusto Junqueira Ferraz, que “Estude a possibilidade da adesão do Município de Leopoldina, ao Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares”. Em sua justificativa, o vereador Julius Cezar afirma que: “O referido programa é uma iniciativa do Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Defesa, que apresenta um conceito de gestão nas áreas educacional, didático-pedagógica e administrativa, com a participação do corpo docente da escola a apoio dos militares. A proposta do governo federal é implantar 216 escolas cívico-militares em todo o país até 2023, sendo 54 por ano. O modelo a ser implantado pelo Ministério da Educação tem o objetivo de melhorar o processo de ensino de aprendizagem nas escolas públicas e se baseia no alto nível dos colégios militares do exército brasileiro, e das forças auxiliares, polícia militar e corpo de bombeiro militar. Os militares atuarão no apoio à gestão escolar e a gestão educacional, enquanto professores e demais profissionais da educação continuarão responsáveis pelo trabalho didático-pedagógico. Participam da iniciativa, militares da reserva das Forças Armadas, que serão chamados pelo Ministério da Defesa. Policiais e Bombeiros Militares poderão atuar caso seja assim definido pelos governos estaduais.

Público-Alvo:

Alunos, gestores, professores, profissionais da educação, militares e a comunidade escolar das escolas públicas de ensino regular, nas etapas ensino fundamental II e /ou ensino médio, que adotarem o modelo do Ministério da Educação. As escolas que desejarem participar do programa precisarão manifestar interesse junto a sua Secretaria de Educação, que conduzirá um processo de escolha. Nos Estados em que não houver adesão, serão selecionados municípios voluntários para aderirem ao programa.” 

Vereador Julius se manifestou durante a discussão da indicação

Durante a discussão da indicação, o vereador Julius Cezar afirmou que analisou todo o material que ele recebeu de um amigo, sobre as escolas cívico-militares e que ele pesquisou bastante sobre este assunto e que achou bastante interessante, pois os professores ficam responsáveis por ministrar todas as matérias e os militares cuidam da arte da educação física, e do comportamento durante o período escolar, dizendo ele que é importante, para que os jovens tenham mais disciplina, lembrando que ultimamente são veiculadas notícias de alunos até agredindo professores, ressaltando que está ocorrendo muita adesão a este projeto, comentando sobre a importância do mesmo para Leopoldina, pois ficou comprovado após análises, que o comportamento dos alunos destas escolas muda para melhor e que as notas também são bastante satisfatórias e que vários pais de alunos deram entrevistas declarando que gostaram deste projeto. Esta indicação foi subscrita pelo Presidente da Câmara Municipal, vereador José Augusto Cabral, (PSD).

O vereador Julius Cezar


quarta-feira, 11 de agosto de 2021

Câmara Municipal aprovou por unanimidade Moção de Congratulação para Roberta Braga Lima.

Roberta Braga Lima

De autoria do vereador Marcos Vinicius Pereira Costa Lima, o Queijinho, do PSL, a Câmara Municipal de Leopoldina, aprovou por unanimidade, na reunião ordinária do dia 03 de agosto de 2021, a Moção de Congratulação nº 043/2021, em que solicita à Presidência da Câmara, que após ouvido o plenário, envie MOÇÃO DE CONGRATULAÇÃO, com os cumprimentos da Casa Legislativa, para a Senhora ROBERTA LOUISE BRAGA LIMA, tendo em vista a nobre atitude de trocar os presentes de seu aniversário, por doações para as instituições de Leopoldina, Creche Anita Borela, Creche Santa Luzia e ao Conselho Tutelar, sendo num total arrecadado e doado, 33 cestas de mantimentos e 362 caixas de leite. O texto da referida moção, termina com os seguintes dizeres: “Parabéns pela nobre atitude!”. Subscreveram à moção de aplauso, as vereadoras Eliléia Santos (PSL), Maria Inês Xavier (PSL), e os vereadores Valdilúcio Malaquias, (Podemos), José Augusto Cabral, (PSD), Alexandre Badaró, (PSB), Julius Cezar Pereira da Silva, (PSL), Ivan Martins Nogueira, (PP), Edvaldo Franquido Donato do Vale (PT), e Rodrigo Junqueira Reis Pimentel (PV). Roberta Braga Lima é leopoldinense e reside atualmente na Espanha. É bastante ativa em suas redes sociais, na defesa dos interesses da sua terra natal, sempre comentando assuntos políticos e sociais e na luta pelos direitos do LGTB – Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros, além de constantemente estar realizando campanhas que sempre tem muitas adesões dos leopoldinenses, em favor das instituições filantrópicas de Leopoldina. Roberta Braga Lima é a fundadora do “Grupo Anjos de Luz Leopoldina”, onde mesmo estando na Espanha, coordena as campanhas em favor das entidades leopoldinenses, entre elas: “Cidade limpa é dever e obrigação de todos”, “Conscientização e prevenção contra o covid-19”, “Plantio de Árvores”, “Abrace um Idoso” (incentivando visita aos internos do Asilo Santo Antônio), “Campanha do Agasalho e Cobertores”, “1º Concurso Beleza Negra Leopoldinense”, “União Solidária em favor da Creche Anita Borela” (arrecadação e doação de caixas de leite), entre tantas outras. Na reunião ordinária da Câmara Municipal de Leopoldina, do dia 09 de agosto de 2021, o vereador Edvaldo Franquido Donato do Vale (PT), afirmou que em breve, apresentará um Projeto de Resolução, que “Concede a Medalha do Mérito Leopoldinense à Senhora Roberta Louise Braga Lima, tendo em vista os relevantes serviços prestados à sociedade leopoldinense.”

Secretário Municipal se retrata por comentários ofensivos aos Vereadores de Leopoldina.

Sérgio Benatti.

O Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico de Leopoldina, Sérgio Duarte Benatti, encaminhou no dia 10 de agosto de 2021, ao Prefeito Municipal Pedro Augusto Junqueira Ferraz, o memorando nº 22/2021, que diz:

Assunto: Pedido de desculpas. Manifestação nas redes sociais.

                Excelentíssimo Senhor Prefeito Municipal,

               Com os cordiais cumprimentos, venho à presença de Vossa Excelência, sensibilizado com a repercussão negativa de mensagem por mim publicada recentemente nas redes sociais, manifestar os meus mais sinceros pedidos de desculpas à Augusta Câmara de Vereadores de Leopoldina e a todos os respeitáveis Edis que se sentiram ofendidos com a minha fala.

               Informo, na ocasião, que prezo pelos trabalhos da Câmara e reconheço o honroso mister atribuído a cada um dos Vereadores, razão pela qual expressamente me retrato de quaisquer dizeres que possam ter menosprezado a imagem dessa Casa e daqueles que exercem a vereança neste Município.

                 Solicito humildemente o encaminhamento desse singelo pedido àqueles ofendidos pela referida publicação.

                 Sendo o que apresenta no momento, subscrevemo-nos com votos de distinta consideração e elevada estima.

Leopoldina, 10 de agosto de 2021.

 

Sérgio Duarte Benatti

Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico

 

O memorando acima foi encaminhado no dia 10 de agosto de 2021, para o Presidente da Câmara Municipal de Leopoldina, vereador José Augusto Cabral, pelo Prefeito Municipal Pedro Augusto Junqueira Ferraz, através do ofício nº 179/2021.

 

RELEMBRE O CASO 

Recentemente, os vereadores José Augusto Cabral (Presidente da Câmara), Gilmar Pimentel (1º Secretário), Carlos André e Rogério Campos, estiveram em Brasília, inclusive no gabinete do Presidente do Senado Federal, senador Rodrigo Pacheco, com a presença do Prefeito de Leopoldina Pedro Augusto Junqueira Ferraz, ocasião em que divulgaram que conseguiram para o Município de Leopoldina, recursos financeiros, através de emendas parlamentares no valor total de R$ 1.800.000,00 (hum milhão e oitocentos mil reais), recursos estes que serão empregados pela Prefeitura Municipal em diversas áreas, em prol dos leopoldinenses. Ao comentar uma postagem de terceiros no facebook, que tratava deste assunto, o secretário Sérgio Benatti afirmou: “Emendas não, esmolas.” (Print abaixo). Em um outro comentário, Benatti escreveu: “Do alto dos meus 66 anos vivi e vivo falando o que penso e respeitando a opinião dos outros. Não pretendo mudar, me orgulho disso.” (Print abaixo).


A REAÇÃO DA CÂMARA MUNICIPAL 

Já nas redes sociais, logo após o comentário, e nas reuniões ordinárias da Câmara Municipal, alguns vereadores lamentaram o fato. Os vereadores Carlos André e Rogério Campos, fizeram publicações criticando o comentário do secretário Sérgio Benatti, e cobrando do Prefeito Pedro Augusto uma retratação e um pedido de desculpas do mesmo, afirmando os parlamentares que o secretário faltou com respeito perante a Câmara Municipal, com os vereadores que conseguiram estes recursos, inclusive com o Chefe do Poder Legislativo, vereador José Augusto Cabral, com o próprio Prefeito Pedro Augusto, que também viajou a Brasília e com a população leopoldinense. O Jornal O PROGRESSO apurou, que devido à repercussão do caso, o secretário Sérgio Benatti, colocou o seu cargo à disposição do Prefeito Pedro Augusto, não sendo aceito pelo chefe do Poder executivo. No dia 10 de agosto de 2021, antes da chegada do ofício do Prefeito Municipal e da retratação do secretário à Câmara Municipal, o Presidente da Câmara, vereador José Augusto Cabral, encaminhou o ofício nº 405/2021 para o Prefeito Municipal Pedro Augusto Junqueira Ferraz, no qual entre outras coisas, afirma: “Dirijo-me à Vossa Excelência para lamentar a situação que se arrasta há alguns dias em prejuízo da harmonia necessária entre os Poderes, a partir da infeliz afirmação feita nas redes sociais pelo Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico de seu governo, Sr. Sérgio Benatti, que menosprezou a atuação de alguns vereadores, dentre os quais me incluo pela posição institucional de Presidente do Legislativo, após conquistarmos para Leopoldina expressiva quantia em recursos públicos, no montante de R$ 1.800.000,00 (hum milhão e oitocentos mil reais) em Brasília-DF, através de emendas parlamentares. Finalizando o ofício, o Presidente, vereador José Augusto Cabral, afirmou: “O lamentável episódio abriu uma lacuna no bom relacionamento entre os Poderes Legislativo e Executivo e precisa ser corrigida. Como Presidente desta Casa Legislativa, tenho buscado incansavelmente promover o diálogo, o entendimento, mesmo em momentos de tensão ou desgaste, porém lamento pela falta de respeito manifestada em relação aos vereadores e vereadoras. Não é compreensível que tal afirmação, proferida por um integrante do primeiro escalão de seu governo, já não tenha sido retratada.” No meio político, o valor de R$ 1.800.000,00 (hum milhão e oitocentos mil reais), conquistados para Leopoldina, é considerado alto e muito positivo e benéfico para a população, tendo em vista a crise atual que atravessa o país, sendo que esta conquista para a cidade foi elogiada por inúmeros cidadãos leopoldinenses, tanto nas redes sociais, bem como comentários nas ruas e no meio político.


sábado, 24 de julho de 2021

VEREADOR IVAN NOGUEIRA DIVULGA NOTA DE REPÚDIO PELA NÃO CONCESSÃO DA RECOMPOSIÇÃO SALARIAL AOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS MUNICIPAIS.

                                    NOTA DE REPÚDIO.

o vereador Ivan Nogueira.
 

NOTA DE REPÚDIO DO VEREADOR IVAN NOGUEIRA PELA NÃO CONCESSÃO DA RECOMPOSIÇÃO SALARIAL AOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS MUNICIPAIS.

 

“A MUDANÇA QUE LEOPOLDINA NÃO PRECISA.”

 

“NÃO ATENDER AOS REPRESENTANTES DA POPULAÇÃO, QUE SÃO OS VEREADORES, AINDA TOLERA. AGORA, NÃO ATENDER OS DIREITOS DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS É INADMISSÍVEL E INACEITÁVEL. NÃO AO NEGACIONISMO”.

 

Conforme divulgado pelos órgãos de imprensa local, através dos sites de notícias, em reunião com representantes do SINSERPU – Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Leopoldina, realizada recentemente na Prefeitura, o Prefeito de Leopoldina Pedro Augusto Junqueira Ferraz, afirmou em alto e bom tom, “que somente concederá essa recomposição se receber ordens expressas via sentença judicial.” Repudio veementemente esta atitude do Chefe do Poder Executivo. Ora, o Sindicato dos Servidores reivindica para todos os funcionários públicos municipais, uma recomposição salarial e não aumento. Ademais, inúmeros prefeitos de todo o Brasil concederam esta recomposição salarial, inclusive Cataguases, Muriaé, Juiz de Fora e tantas outras cidades. Bom lembrar que durante a campanha eleitoral, em seu plano de governo, inclusive registrado em cartório, o Prefeito Pedro Augusto Junqueira Ferraz, falou insistentemente na valorização dos servidores públicos municipais. Que valorização é esta, que nega conceder um importante e necessário direito aos servidores, que é a recomposição salarial e não aumento salarial? VEJAMOS: No dia 28 de outubro de 2020, em plena campanha eleitoral, o atual Prefeito publicou em sua página nas redes sociais: “Valorizar os servidores públicos é reconhecer o que nós temos de mais importante, o capital humano. Por isso, assinei em cartório 2️⃣2️⃣ compromissos para mudar Leopoldina, sendo um deles o Plano de Saúde para os servidores municipais. Além disso, teremos nos cargos de secretários pessoas técnicas e que podem ser servidores efetivos. Também vamos valorizar esses profissionais criando um Plano de Metas e Produtividade. Faça sol ou faça chuva, eles cuidam da nossa cidade com dedicação e profissionalismo. Nossa gratidão e respeito a todos os servidores públicos de Leopoldina por todo o trabalho que fazem por nós.
#AMudançaQueLeopoldinaPrecisa.”

 

Além do mais, o compromisso de número 2, (registrado em cartório e que consta em seu plano de governo no site do TSE), diz: “ASSINADO EM CARTÓRIO, 22 COMPROMISSOS PARA MUDAR LEOPOLDINA: COMPROMISSO 2 – PLANO DE SAÚDE PARA OS SERVIDORES MUNICIPAIS. COMPROMISSO 15 – VALORIZAÇÃO DOS SERVIDORES COM PLANO DE METAS E PROCUTIVIDADE.” Ora, que valorização é esta que nega um direito inquestionável? Já estamos completando sete meses de governo e sequer o Senhor Prefeito se manifestou sobre estes dois compromissos, não informou se está sendo realizado um estudo ou planejamento, para que cumpra estes compromissos. A grande maioria dos servidores necessita desta recomposição salarial, o que é um direito. E ainda na campanha eleitoral, no dia 28 de outubro de 2020, o Prefeito se manifestou nas redes sociais: “28 DE OUTUBRO – DIA DO SERVIDOR PÚBLICO: GRATIDÃO E RESPEITO POR QUEM CUIDA DA NOSSA CIDADE TODOS OS DIAS.” Por fim, como representante legítimo de toda a população e como defensor em todos os meus mandatos como vereador, dos servidores públicos municipais, REPUDIO VEEMENTEMENTE ESTA ATITUDE DO SENHOR PREFEITO DE LEOPOLDINA DE NÃO CONCEDER A RECOMPOSIÇÃO SALARIAL AOS NOSSOS VALOROSOS E GUERREIROS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS E POR NÃO PRIORIZAR E NÃO SE MANIFESTAR SOBRE OS COMPROMISSOS ASSUMIDOS EM CAMPANHA COM OS VALOROSOS FUNCIONÁRIOS. Espero e solicito ao Prefeito Pedro Augusto Junqueira Ferraz, que reveja estas atitudes que prejudicam os servidores e que cumpra veementemente o que prometeu em campanha!

 

Leopoldina-MG, 23 de Julho de 2021.

 

VEREADOR IVAN MARTINS NOGUEIRA

PP





sexta-feira, 23 de julho de 2021

PREFEITO DE LEOPOLDINA (PEDRO AUGUSTO), QUE NA CAMPANHA POLÍTICA DE 2020 SE APRESENTOU COMO DEFENSOR DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS, BATE MARTELO EM RENIÃO COM SINDICATO DIZENDO QUE SÓ CONCEDERÁ RECOMPOSIÇÃO SALARIAL À CATEGORIA SE FOR ORDENADO PELA JUSTIÇA.

É bom que fique claro para todos, que na região, cidades como Cataguases, Muriaé e Juiz de Fora, concederam a recomposição Salarial aos seus servidores.

 Enviado por Amaury da Silva Santos – Assessor de Imprensa do  SINSERPU.

         O SINSERPU/Leopoldina vem discutindo essa matéria com a administração desde fevereiro do corrente ano, quando a direção juntamente com uma comissão de trabalhadores sentou-se pela primeira vez em reunião com o Prefeito e assessores para discutir uma série de reivindicações da categoria e entre essas, a recomposição salarial. A primeira reunião ocorreu em 11 de fevereiro, em seguida o sindicato oficiou em março o requerimento para tratar especificamente sobre a recomposição salarial, tendo esse requerimento obtido parecer favorável da Procuradora Jurídica da época, porém com a justificativa de estar acompanhando uma decisão monocrática do STF proferida pelo Ministro Alexandre de Moraes, o prefeito e sua assessoria jurídica vêm negando essa recomposição salarial se baseando na Lei Complementar 173/2020 que proíbe aumento de despesas até 31 de dezembro de 2021 para Municípios com Decretos de Calamidade Pública e receberam socorro financeiro da União.

          Ocorre que essa Lei proíbe também contratações e isso o governo vem fazendo de forma contínua desde que se iniciou o seu mandato.  Acreditamos ser essa uma situação que deveria ser melhor estudada pela administração, pois é passível de uma responsabilização por Improbidade Administrativa, já que a Lei Complementar permite contratação apenas em caso de substituição de servidores que se aposentarem, o que não tem sido os caso das inúmeras contratações. O sindicato não é contra de forma alguma da geração de oportunidade de emprego, nós entendemos que no caso dos servidores, não se trata de um aumento salarial e sim de uma recomposição da inflação do ano anterior que inclusive é prevista pela Constituição Federal em seu art.37, inciso X, e por isso não fere a Lei Federal 173/2020 a qual vem sendo utilizada como base argumentativa do gestor.

         Na reunião realizada na tarde de terça-feira, 20/07/21, às 15:00 hs, o Prefeito Pedro Augusto acompanhado de seu procurador Jurídico Dr. Bruno Gomes Barbosa, deixou claro, em alto e bom tom aos membros da direção do sindicato e aos trabalhadores que os acompanhavam, que somente concederá essa recomposição se receber ordens expressas da Justiça via sentença judicial.

         É difícil de entender essa postura de alguém que passou a campanha inteira falando que em seu governo o servidor público seria valorizado e teria dignidade. Mas parece que infelizmente quem o ajudou formular as metas se esqueceu de dizer a ele que a valorização e a dignidade de qualquer trabalhador passa principalmente pelo poder aquisitivo, pelo ganho real de salário. E vendo o Sr. Prefeito numa zona de conforto, se negando a tomar  decisão favorável ao trabalhador no que refere-se à recomposição salarial, que é algo que todos esperam anualmente como forma de melhorias em sua qualidade de vida e se assim não for, que pelo menos não haja perdas em sua capacidade de compra em virtude da inflação, para aguardar que um Juiz o determine a fazer, é possível imaginar o que ele entende por valorização e dignidade da pessoa. 

Outra matéria que foi objeto de discussão na reunião foi o processo que o sindicato moveu a favor de centenas de servidores, na maioria aposentados, quanto ao saque do FGTS retidos e que vem sofrendo inúmeros recursos por parte da prefeitura, mesmo as sentenças sendo favoráveis aos trabalhadores.  

No governo de Pedro Augusto mal acabou o recesso da Justiça, foi feito recurso no processo que estava quase dando aos servidores aposentados proponentes da ação o direito de receberem esse dinheiro. Com isso mais um bom tempo terão de esperar para nova decisão. Resumindo, a matéria já é ganha pelos trabalhadores, mas a prefeitura como não quer aceitar a perda, vem apenas usando o direito de recurso como forma de impedir que os servidores possam receber o que lhes é de Direito.

         Para essa conversa, o Advogado Dr. José Luiz Mendes Junior- Assessor Jurídico do SINSERPU achou por bem levar alguns servidores aposentados para juntos dialogarem olho a olho com o prefeito a fim de sensibilizá-lo a não mais recorrer para que eles possam ainda em vida receber esse dinheiro.   

Maria Aparecida S. Nascimento – Cidinha, servidora aposentada da área de saúde bocal, que faz parte desse grupo aguardando receber esse FGTS, fez questão de lembra ao prefeito que na época da sua campanha, ele passou em sua casa pedindo voto, ao abordá-lo com esse tema, ele assumiu com ela o compromisso se caso fosse eleito de fazer o possível para resolver essa questão, portanto ela estava ali pedindo-o que cumprisse a sua promessa.   

Diante disso, Dr. Junior passou ao Assessor Jurídico Dr. Bruno todos os andamentos do processo e foi determinado pelo prefeito que fizesse uma análise e enviasse o mais breve ao sindicato uma resposta. Finalizando a Reunião Adriano Oliveira- Presidente do SINSERPU questionou ao prefeito sobre o fato de não estar sendo feito abertura do CAT para aqueles servidores que tiveram COVID e o prefeito demonstrou não ter conhecimento da situação, mas o seu assessor jurídico solicitou ao sindicato que fizesse ofício requerendo informações por escrito para que eles possam verificar de fato o que está acontecendo para tomada de providências cabíveis.

quarta-feira, 21 de julho de 2021

ENTREVISTA: JOSÉ EDUARDO JUNQUEIRA FERRAZ.




“Precisamos de um grande pacto de união regional.”


Introdução:

“Leopoldinense, o advogado e agropecuarista José Eduardo Junqueira Ferraz, comenta nesta entrevista sobre a atual situação em que se encontra a Zona da Mata Mineira, bem como a possibilidade de Leopoldina eleger deputados nas eleições de 2022.”

O PROGRESSO - Fale um pouco sobre a sua história. Naturalidade, onde estudou, onde se formou, especializações na área de direito.

JOSÉ EDUARDO JUNQUEIRA FERRAZ - Eu sou leopoldinense, tenho 44 anos, sou casado com a minha querida Carolina e tenho dois filhos, Valentina e Joaquim. Estudei toda a minha vida no Colégio Imaculada Conceição, de onde sai apenas no, então, terceiro ano científico, para me preparar para o vestibular. Nesse momento, sai da casa dos meus pais - Salviano e Maria Claudia - e fui morar com meus avós maternos - José Eduardo e Maria Augusta.  Já no Rio de Janeiro, formei-me em Direito, na PUC-RJ, e, posteriormente, cursei Mestrado e Doutorado em Direito Civil, na UERJ. 

O PROGRESSO - Quais são os trabalhos que o senhor desenvolve atualmente?

JOSÉ EDUARDO JUNQUEIRA FERRAZ - Sou advogado, onde atuo nas áreas de contencioso e consultivo cível e empresarial. Ainda na área jurídica, atuo como professor universitário das disciplinas de “Direito dos Contratos”, “Direito das Obrigações” e “Direito Desportivo”. Além disso, possuo uma coluna no site globoesporte.com denominada “Esporte Legal”, onde comento fatos esportivos que tenham alguma conotação jurídica. Por fim, sou produtor rural, produzindo gado de leite e de corte em Leopoldina e em Argirita, locais onde possuo propriedades rurais.

O PROGRESSO - Como o senhor analisa a situação política e econômica atualmente da Zona da Mata, inclusive particularmente de Leopoldina?

JOSÉ EDUARDO JUNQUEIRA FERRAZ - A nossa microrregião sofre, há décadas, uma permanente e crescente crise econômica, com a piora sensível de todos os seus índices econômicos e sociais. Nota-se claramente a ausência de um projeto desenvolvimentista que gere emprego e renda para a população.  Por ser um traço comum a todas as cidades que integram a nossa microrregião, não havendo nenhuma que esteja se destacando excessivamente frente às demais, o primeiro diagnóstico que se faz é que o problema supera a questão relativa a eventuais falhas na administração local. Se fosse um problema local e não regional, haveria cidades na nossa micro região gozando de ampla prosperidade, mas, infelizmente, com raríssimas exceções, a realidade é a mesma: falta emprego, falta assistência médica, faltam opções públicas de formação educacional... Não bastasse tudo isso, um problema social que não tínhamos nos descobriu: a falta de segurança. Essa ainda era a última barreira a ser transposta em termos de retrocesso social e que recentemente foi, infelizmente, derrubada. Agora, definitivamente, fechamos o circuito: Falta-nos emprego, renda, saúde, educação e segurança. Esses múltiplos problemas, de forma simultânea, nas nossas mais diversas cidades, evidencia a fragilidade nítida de uma região que não possui representação parlamentar própria, que não tem ninguém verdadeiramente brigando por ela, defendendo seus interesses. Faça uma pesquisa rápida e você verá que em Leopoldina, por exemplo, votamos em diversos candidatos a deputados federais, dos mais diversos lugares. Qual a consequência disso? Não somos relevantes eleitoralmente para ninguém!!! Ninguém nos trata como uma cidade ou como uma população estratégica, a quem devam ser encaminhadas emendas e projetos estratégicos e relevantes. Repare que nos escassos benefícios públicos que nos são concedidos, nunca nos é concedido nada que venha a nos gerar um benefício definitivo e permanente. Por exemplo, precisamos de incremento e modernização das nossas instalações públicas, nas mais diversas áreas. O que recebemos daqueles que vem ser votados aqui para incremento dos serviços? Viaturas policiais e ambulâncias, tão somente! Precisamos asfaltar nossas estradas. O que recebemos daqueles que vem sendo votados aqui? Algumas poucas máquinas para tratorar as estradas de chão, que continuarão a ser para sempre de chão se não houver uma mudança radical no critério de escolha dos deputados por parte da população leopoldinense. Sabe por que isso acontece? Por que optamos muitas vezes por deputados que são votados no Estado inteiro, mesmo não tendo esse identidade com a nossa região e com a nossa cidade. Enquanto não tivermos uma representação política que seja realmente nossa, nossos cidadãos continuarão a realizar procedimentos de saúde dentro de caminhões, não de hospitais. Continuaremos a ter acesso a diversas viaturas e a nenhum novo curso universitário de natureza pública. Continuaremos a receber valores aleatórios e eventuais como forma de auxílio ao nosso hospital, mas não veremos nenhuma expansão, nenhum incremento definitivo na nossa rede hospitalar. Precisamos dar um basta a essas “gambiarras” e a esses “paliativos” e focar na busca de benefícios permanentes e definitivos para a nossa comunidade. Em suma, eu vejo uma nítida e íntima relação entre a Ausência de uma representação parlamentar que seja efetivamente ligada a nossa região e os problemas econômicos e sociais que nos afligem em que, infelizmente, crescem a cada ano.


O PROGRESSO - Qual é a importância, em sua opinião, de Leopoldina eleger um deputado federal e um deputado estadual nas eleições do próximo ano? O senhor enxerga esta possibilidade?

JOSÉ EDUARDO JUNQUEIRA FERRAZ - Do ponto de vista populacional, o quantitativo de eleitores nos autorizaria a sonhar até com 1 deputado federal e 2, no mínimo, estaduais. Para isso, precisamos de um grande pacto de união regional. Uma união que coloque em segundo plano todas as nossas diferenças e que coloque em destaque a necessidade de termos representantes efetivamente locais, que lutem por todos nós. Se quisermos ter na nossa microrregião um tratamento estratégico e preferencial, em termos de política pública, devemos votar em candidatos que tenham a agenda da região como a sua prioridade de luta. Insisto, precisamos de acesso a infra-estrutura nas mais diversas áreas e só um parlamentar que seja daqui, que tenha o DNA da nossa região, terá real interesse em destinar as suas emendas e o seu esforço para a nossa região. Em minha opinião, como disse a pouco, chegou a hora de darmos um basta a essas “gambiarras” públicas que nos são concedidas. Temos que lutar por um hospital regional; por instalações e instrumentos de ações policiais mais dignas e eficientes; temos que lutar por instalações hospitalares mais amplas e modernas; temos que lutar por emprego e renda para a nossa população; temos que lutar por formação profissional gratuita para nossos cidadãos. Em síntese, precisamos abolir os benefícios provisórios e eventuais e termos representantes que comecem a lutar para que também tenhamos acesso a benefícios definitivos, que nos auxiliem no nosso desenvolvimento socioeconômico. Só seremos vistos e ouvidos, se tivermos alguém que grite por nós!!

O PROGRESSO - O senhor foi coordenador da campanha vitoriosa do Prefeito de Leopoldina, Pedro Augusto, rumo à prefeitura no ano de 2020. Qual análise o senhor faz da campanha e do resultado?

JOSÉ EDUARDO JUNQUEIRA FERRAZ - Primeiro, em termos da campanha, tenho que agradecer ao meu tio Pedro Augusto pela confiança a mim depositada, em termos de coordenação da campanha dele. Ser prefeito de Leopoldina sempre foi o sonho dele. Ele voltou para a cidade com esse legítimo objetivo. Nesse sentido, ter confiado a mim a missão de coordenar um projeto tão importante para a vida dele, mesmo sendo uma missão inédita para mim, que nunca havia tido contato com a política partidária, foi um fato que me deixou muito honrado e lisonjeado. Quanto à eleição em si, acho que Leopoldina tinha grandes candidatos, nos mais diversos campos. Tínhamos candidatos muito capacitados, à direita, à esquerda e no centro. Candidatos dos mais diversos tipos e estilos, uns mais experientes, outros mais jovens, mas todos absolutamente capacitados para o cargo que almejavam.  No fim, ganhou aquele que ofertou uma proposta que mesclava o novo na política, com a experiência administrativa na esfera privada. Foi uma bela escolha e estou certo de que daqui a algum tempo os frutos dessa escolha ficarão visíveis para todos nós e para o bem de todos nós.

O PROGRESSO – No meio político, o seu nome tem sido colocado como um provável candidato a deputado. Procede?

JOSÉ EDUARDO JUNQUEIRA FERRAZ - Na verdade, entendo que nesse momento, a escolha do nome é o menos relevante. Para esse projeto político triunfar, devemos, em minha opinião, nesse momento, estarmos focados em empreender esforços no sentido de aglutinar o maior número possível de pessoas e lideranças em prol desse objetivo comum, que tende a gerar benefícios para toda a nossa microrregião. Fortalecido e consolidado o projeto, passa-se a identificação do nome que, na verdade, só vai encabeçar e dar forma a um projeto que, para ser vitorioso, tem que pertencer a todos nós.

O PROGRESSO – Alguma coisa que o senhor queira acrescentar.

JOSÉ EDUARDO JUNQUEIRA FERRAZ - Somente Agradecer pelo convite para a entrevista e destacar que a imprensa tem um papel muito relevante na solidificação desse processo de unificação de todos, em prol da defesa dos interesses comuns da nossa microrregião. Muito Obrigado pelo convite e pela oportunidade de me expressar aos seus leitores.

José Eduardo, ocasião em que ministrou uma palestra
 na Universidade  de Coimbrã, em Portugal.

FAMILIARES, PRESBÍTEROS E O POVO DE DEUS SE DESPEDEM DO PE. MARCOS ANTÔNIO.

 

PADRE MARCOS ANTÔNIO

Na manhã da última segunda-feira, 19 de julho de 2021, o sentimento de consternação tomou toda a Igreja Particular de Leopoldina, surpreendida com a notícia do falecimento do padre Marcos Antônio Tavares Motta (59 anos), ocorrido na noite de domingo, 18 de julho, em sua propriedade na zona rural no município de Laje do Muriaé (RJ). Seu funeral foi marcado por momentos de emoção e espiritualidade, reunindo os familiares, amigos, sacerdotes e o Povo de Deus de várias regiões onde ele exerceu o seu ministério.

Na noite de segunda-feira, por volta de 22h, o corpo chegou à Igreja Matriz de Patrocínio do Muriaé (MG). Por volta das 23h, iniciou-se a primeira missa fúnebre, presidida pelo padre Geraldo Chaves da Cruz, pároco local. O corpo foi velado durante toda a madrugada. Outra celebração eucarística aconteceu às 5:30h, antes da saída do corpo para Leopoldina.

No dia de hoje (20/07), o padre Adilson José Dias Nery, pároco da Paróquia Nossa Senhora do Sagrado Coração, em Muriaé, presidiu na Catedral de São Sebastião, em Leopoldina (MG), a Solene Missa Exequial com rito de encomendação, concelebrada por grande representação do clero diocesano. Estiveram presentes o Pe. Márcio Antônio Damasceno, pároco da Paróquia Sant’ana de Inconfidência, de Cebollas, em Paraíba do Sul (RJ), onde o padre Marcos Antônio nasceu, além do frei Alexandre do Carmos Souza.

Estiveram presentes os irmãos do sacerdote, os senhores Natalino e Almir; Maria Aparecida e Maria Helenice, além dos sobrinhos Pablo e Patrícia. Também marcaram presença alguns fiéis representantes das paróquias Nossa Senhora do Patrocínio (Patrocínio de Muriaé), Nossa Senhora do Sagrado Coração (Muriaé), entre outras comunidades paroquiais onde o padre Marcos exerceu o seu ministério, além dos fiéis da Paróquia São Sebastião.

Nosso bispo diocesano, Dom Edson Oriolo, que está pregando o retiro anual do clero da diocese de São José do Rio Preto, em Agudos-SP, impossibilitado de retornar imediatamente a Leopoldina, expressou sua proximidade e consternação aos sacerdotes e familiares do Pe. Marcos Antônio, afirmando ser um momento difícil na caminhada da Igreja particular de Leopoldina.

“As lágrimas vertidas pela Igreja de Leopoldina nesta manhã acompanham a nossa oração pública e solene pelo descanso eterno de um sacerdote do Senhor, escolhido por Deus, eleito pela Igreja e eternamente ungido como ministro do altar e do amor”, comentou.

 

 Clique ao lado: Leia na íntegra a mensagem de Dom Edson 

 

A primeira missa de corpo presente, em Patrocínio do Muriaé (MG), teve como pregador o Pe. Silas Geraldo, pároco da paróquia do Divino Espírito Santo de Ubá e representante dos presbíteros da diocese. Recordou o tempo de convivência com o Pe. Marcos no seminário, citando as alegrias do então seminarista na preparação de todas as festas de aniversário da casa de formação. “Ele gostava de ir à rua para comprar alguma coisa e preparar com alegria aquele momento”, comentou.

 

Pe. Silas revelou ainda que Marcos gostava de cuidar da capela do seminário, das plantas, do altar mariano, deixando em evidência o seu carinho e zelo. Por fim, agradeceu aos familiares pelo carinho e reconhecimento dos laços do padre Marcos com seus irmãos no sacerdócio, permitindo este momento de despedida na diocese.

Já na Solene Missa Exequial, na Catedral de Leopoldina, o pregador foi o padre Ênio Marcos, pároco da paróquia São Sebastião de Rodeiro que, comentando recordações partilhadas pela família, mencionou o dia do nascimento do Pe. Marcos, quando uma de suas irmãs completava 15 anos, dizendo ser um presente que ela havia recebido.

Citou momentos da infância, revelando que ele nasceu e cresceu em uma casa paroquial, que foi dividida e abrigou sua família, conhecida pela religiosidade, sendo a grande inspiração para o jovem Marcos.

Concluiu sua reflexão com uma parábola, falando sobre um padre que escutava as angústias das pessoas em uma cidade onde existia um circo, recomendando-as a assistirem o show de um palhaço para se alegrarem. Certo dia, o sacerdote fez a mesma recomendação a um jovem, que revelou ser o próprio palhaço.

“Ser padre é uma alegria muito grande, pois ajudamos as pessoas a caminhar na direção de Deus. Muitas das vezes o padre é um curador ferido”, enfatizou

 

Ao final da celebração, o padre Adilson José Dias Nery revelou sua gratidão pelo Pe. Marcos, pois foi quem o convidou para ingressar na Diocese de Leopoldina. “Ele foi muito importante no meu processo vocacional, tem grande parcela de responsabilidade”, comentou.

Após a Santa Missa em Leopoldina, o féretro foi trasladado para Paraíba do Sul-RJ, terra natal do Pe. Marcos Antônio e onde residem seus familiares, sendo sepultado no cemitério local.

Saiba mais sobre Padre Marcos Antônio Tavares Motta

Marcos Antônio Tavares Motta nasceu no dia 14 de dezembro de 1961, em Paraíba do Sul (RJ). É filho de Leopoldina Tavares Motta e Luiz Pereira Motta. Fez seus primeiros estudos (1º e 2º grau) no Colégio Cenecista Walter Franklin (1970 a 1984), em Três Rios (RJ).

Ingressou no curso de filosofia pelo Seminário Nossa Senhora do Amor Divino, em Petrópolis, no Rio de Janeiro (1989 a 1992); Fez o 1º e 2º ano de Teologia, também em Petrópolis, entre 1993 a 1994, vindo a concluí-lo em 1996, no Seminário Provincial Coração Eucarístico de Jesus, da Arquidiocese de Belo Horizonte.

Ordens recebidas:

Leitor: Em Leopoldina (MG), na Paróquia São José Operário, por Dom Ricardo Pedro Chaves.

Acólito: Em Belo Horizonte, na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, por Dom Ricardo Pedro Chaves.

Diácono: Em Ubá (MG),  na Paróquia Divino Espírito Santo, por Dom Ricardo Pedro Chaves.

Presbiterato: Na Catedral de São Sebastião, em Leopoldina (MG), no dia 03 de agosto de 1997, pela imposição das mãos de Dom Ricardo Pedro Chaves.

Trajetória ministerial

Diaconato: Paróquia São Sebastião, no Distrito de Cachoeira Alegre, em Barão do Monte Alto, entre 05/05/1997 a 12/02/1998;

Sacerdote: Paróquia Nossa Senhora do Patrocínio, em Patrocínio do Muriaé (MG), entre 12/02/1998 a 04/12/2001;

Paróquia Nossa Senhora do Sagrado Coração, em Muriaé (MG), entre 04/12/2001 até dezembro de 2004;

Pároco da Paróquia Nossa Senhora do Patrocínio, em Patrocínio do Muriaé (MG), entre janeiro de 2005 a abril de 2007.

(FONTE: SITE DA DIOCESE DE LEOPOLDINA-MG).

 




segunda-feira, 19 de julho de 2021

Justiça cassa prefeito e vice de Ibirité

Segundo a denúncia, chefe do Executivo chegou a criar uma linha de ônibus com o número de urna usado por ele na eleição.

A juíza Daniela Cunha Pereira, da Zona Eleitoral de Ibirité, cassou o prefeito William Parreira (Avante) e o vice-prefeito Paulo Telles (PV) por abuso de poder político e econômico, além de fraude nas eleições do ano passado. A Justiça determinou ainda a inelegibilidade de ambos por oito anos, além de novas eleições na cidade.

A ação foi proposta pelo ex-deputado federal Toninho Pinheiro (PP) que tentou voltar à prefeitura da cidade no pleito de 2020, mas acabou derrotado.

Segundo o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), entretanto, os políticos ainda permanecem nos respectivos cargos, porque podem recorrer da decisão com efeito suspensivo e a decisão de afastamento não será executada de imediato.

De acordo com o Ministério Público no processo, Parreira e Telles cometeram durante o período eleitoral “inequívocos e reconhecidos atos de abuso de poder político e econômico, corrupção e fraude, capazes de desconstituir o mandato eletivo”.

Entre as ações citadas pelo MP estão doações financeiras por agentes políticos, que configurariam captação ilícita de recursos, abuso de poder econômico, corrupção e fraude, reiterada utilização de publicidade institucional em período vedado e extrapolação dos limites e restrições legais, caracterizando abuso de poder político e abuso de poder econômico, afixação de outdoor e propaganda em ônibus há poucos dias do início do período vedado, caracterizando abuso de poder econômico entrelaçado ao abuso de poder político e até a criação de uma linha de ônibus com o número 7070, com alteração no padrão de numeração utilizado no município e evidente finalidade eleitoreira.

Segundo a denúncia apresentada por Toninho Pinheiro, a nova linha de ônibus foi uma estratégia “para fixar na população de Ibirité, antes do período permitido, o número da urna (70) pelo qual o prefeito disputou as eleições”.

Ainda em 2020, a gestão de William Parreira disponibilizou Wi-Fi grátis em espaços públicos, mas para acessar a rede, as pessoas tinham que assistir um vídeo com publicidade institucional antes.

Na defesa apresentada, o prefeito e o vice alegaram que a chapa derrotada entrou com diversas ações para “tumultuar o bom andamento do pleito municipal e reverter a derrota nas urnas”. Disseram, ainda, que as doações financeiras realizadas foram legais, que não houve publicidade indevida nos outdoors e nas propagandas de ônibus e que a linha de ônibus 7070 não foi com finalidade eleitoreira. Sobre o Wi-Fi, sustentaram que foi antes do período eleitoral e que em relação a outras denúncias, não teriam força para caracterizar abuso de poder econômico, corrupção ou fraude.

Ao analisar o processo, a juíza concluiu que os vencedores da eleição cometeram sete irregularidades: uso eleitoreiro de um jornal local com 20 mil exemplares; propaganda institucional em período vedado por meio de mídias digitais, busdoors, outdoors, uso de uniformes com a logomarca da gestão, bem como logomarca da gestão divulgada quando do acesso à rede gratuita de wi-fi da prefeitura distribuída em locais públicos;  criação de linha de ônibus, com número 7070; adiantamento injustificado do calendário de distribuição de cestas básicas para que a ação fosse concluída antes do pleito; a realização de propaganda eleitoral negativa falsa, imputando aos derrotados a responsabilidade pela suspensão da distribuição de cestas básicas; distribuição de kits escolares no mês de outubro, logo antes do pleito sem apresentação de qualquer justificativa a respeito do momento de distribuição e a concentração de obras de forma ostensiva nos quatro meses que antecediam o pleito.

A reportagem tentou contato com o prefeito, que não atendeu. Por meio de nota, a assessoria de imprensa da prefeitura informou que William Parreira “respeita a decisão, mas vai recorrer à segunda instância. (Fonte: www.otempo.com.br).

O prefeito de Ibirité, William Parreira (Avante)